sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Arte do viver

Se a maquinária enguiçar
A porta cerrar
A vida parar
Cante
Talvez a melodia contagie com seu ritmo
E provoque movimento
se o sonho murchar
O brilho acabar
A solidão chegar
Interprete
Talvez a atuação convença
E o monólogo não seja tão solitário
Se os olhos chorar
o peito apertar
O fôlego calar
Dance
Talvez a linguagem corporal seja a mais sincera
E a expressão dos sentimentos se dê em toda a extensão do ser
Mas...Se tudo tiver bem
Cante, interprete, dance com alguém
A felicidade é arte também.

Família

Fomos feitos um para o outro
As vezes não nos reconhecemos
Descremos e negamos
Nos desentendemos e distanciamos

Em vários momentos brigamos
Em tantos outros reconciliamos
Passamos, andamos, corremos e somos
Mesmo rejeitando não mudamos

Muitos defeitos envolvendo os feitos
Inúmeros, ditos, malditos e gritos
No choro compartilhado da dor dividida
Ameniza se a ira ao se constatar

O que pra muitos é jóia
Para outros é nóia
Mesmo tendo os que a preservem
Temos quem a condene e reneguem

Mas se poucos conhecemos os outros buscamos
Se em muitos nós somos o todo é um múltiplo
Indivíduos divididos no eu e no nós
Inteiro no grupo no erguer de sua voz

Tendo o amor e o ódio sempre a rondar
O inteiro e a fração sempre a se mostrar
A vida, a ida,o romper, estar, juntar
Entre conflitos e gritos, brigas e reconciliar, FAMÍLIA.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Oração do amor

Sobre o mar azul,
Abaixo do céu,
Diante de Deus.
Deixo a minha prece,
O meu cantar ,
Minha oração .
Peço que Deus me atenda,
E me compreenda ,
Faça realizar.
Abençoe nosso amor,
Livre nos da dor.
Nos mostre o verdadeiro fervor de amar.
Derame nos suas graças,
Ensine nos suas práticas,
Seja fial condutor.
Que nos guie por toda vida,
Dia e noite, noite e dia,
Por toda existência sua e minha.
Renata lopes

Confissões de espelho 02

Nunca confesse deixe que provem sua culpa se forem capaz é claro.

rabiscos

É um escrito perdido
Rasura, rabisco
Sem conformação
Um escrito sem ditos
Entre muitos perdidos
Sem verso, sem ritmo
Sem formas escrito
Rabisco de nada
Rasura sem cara
Sem estetica e forma
Descansa na alcova
Na gaveta trancada
Com frases caladas
Sempre a silenciar
Formas de pensar
Sem nada dizer
Com muito a falar
Esquecido nos ditos
De um escrito perdido
Renata Lopes

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Meu eu

Busco razão
Experimento o frio da solidão
Estou perdido sem nenhuma direção
Os meus sonhos se esvaem em meio ao vão.

Tento seguir
Encontrar algum motivo pra sorrir
Não aguento mais tenho que ir
Preciso desprender- me quero partir.

Sou sonhador
Mas me falta paz só tenho dor
A melancolia e o rancor
Aos poucos consumindo meu próprio amor.

Devo buscar
Um afago para não chorar
Algo que me faça caminhar
A leveza da brisa o plácido ar.

Não suporto mais
Minhas tristezas devo deixar para trás
Preciso de vida eu quero paz
Dos sentimentos todos os bons nenhum dos más.

Busco razão
Para uma busca da ilusão
Para os conflitos da emoção
Quero a calma pro meu coração.

Renata lopes

RETRATO

Ê tá mundinho de nada
Mundinho de pó
De vergonha e de dor
De triste espera
De longa demora
Na busca da hora
De tudo mudar
No céu e na terra
A guerra real
Homem e natureza
Guerra desleal
Tá no vento a poeira
Na terra seca e lamaçal
No rio a nojeira
Detrito do mal
Na casa a latrina
Na face a tormenta
Sofra experiência
Falta comunhão
A vida é de cão
O sonho sem cor
Dia-a-dia de dor
Perfídia de ética
Se chora a verdade
Alegra a mentira
Sobra a nostalgia
È fútil a razão
Por trás da cortina
Podre bastidor
Espetáculo forjado
Inescrupuloso diretor
Onde do publico a espera
De pouco adianta
Pois se o tempo trás
O destino o leva
A vida o nega
Manda descansar
Na terra do nada
A vida é pó
Descansa sem dor
Pobre sofredor
Enterrando a vergonha
Dum mundinho de nada.
Renata lopes